10 de maio
- O que é casa? Minha casa? Lar?
Quando morava em Campina Grande, como um estudante na UFCG, eu costumava dizer que "ia pra casa aos fins de semana". A casa dos meus pais.
Antes disso, morei em João Pessoa quando estudava o ensino médio e 1 ano de cursinho pré-vestibular, e dizia que "ia pra casa aos fins de semana". A casa dos meus pais.
Quando me chamavam para algum rolê no fim de semana, era minha principal desculpa. Em parte, porque minha mãe não gostava que a "trocássemos" por amigos no fim de semana. Era nossa obrigação estar em casa aos findes.
Acho que a primeira vez que recorrentemente substitui os findes pelo que eu realmente queria fazer foi em dezembro de 2021, quando eu combinava ver meu atual namorado, me esforçando para que tivéssemos mais convivência, já que me esquivei de que nos encontrássemos durante quase 02 anos (com a pandemia do Covid nesse entremeio).
Estou aqui no domingo de dia das mães, na casa dos meus pais. Tá chovendo. A nostalgia me faz pensar que quero um mês desse clima nessa casa, no meu quarto de infância com porta pra varanda, de enrolar horas em dias e em semanas (e em meses?) como fiz no meu ano sabático pré-faculdade (2017) e no ano de pandemia (2020 pra 2021).
Mas aqui não é minha casa; inclusive nem meu quarto existe mais como ele um dia foi. Minha rotina tem Ele. Faz falta estar com Ele. Minhas coisas não estão aqui, meus cadernos, livros, minha convivência. Eu posso carregar as telas e o virtual, mas minha casa é aquele apartamento no qual chego todos os dias e espero dormir com alguém que me apeguei rapidamente e com quem nutro carinho.
Agora noto minha inspiração se esvaindo, o que escrevo vai parecendo clichê e isso até me faz não querer descrever sentimentos que possam parecer piegas.